As crises econômicas
A primeira crise mundial
Mais conhecida como A grande depressão, a primeira crise econômica mundial ocorreu em 1929, um pouco depois da Guerra Fria e da Revolução Industrial e foi o primeiro momento real do capitalismo. Nos séculos XIX até XX, a economia mundal tinha seu eixo fundado na Europa, Inglaterra, França, Alemanha e outros comandavam a economia ditando preços e prazos e tomando conta de muitas outras decisões. A moeda de troca na época era a libra esterlina, que era também a fortuna do mundo.
Depois da guerra e das revoluções o mundo passou pela crise, que em 1929 abalou todo o alicerce da economia mundial, quando a produção cresceu, o consumo caiu, a bolsa de valores quebrou e a miséria imperou. Isso ocorreu porque as empresas com capital aberto se tornaram comuns, oferecendo-se enriquecimento imediato e fácil a quem adquirisse ações.
A segunda crise mundial
A crise econômica de 2008-2009, foi ocasionada, segundo George Soros, por uma "bolha" no mercado imobiliário, e em certos aspectos é muito similar as outras crises que aconteceram desde a Segunda Guerra Mundial. Para ele, os processos de expansão-contração giram ao redor do crédito, e envolvem uma concepção que consiste na incapacidade de se reconhecer a conexão entre o desejo de emprestar e o valor das garantias colaterais.
O crédito fácil, para algumas pessoas, é a demanda que aumenta o valor das propriedades, o que por sua vez aumenta o valor do crédito disponível para financiá-las. As bolhas começam a crescer porque os bancos emprestam para pessoas que não tem garantia de pagamento.
Lula
Ela (a crise) é conseqüência da crença cega na capacidade de auto-regulação dos mercados e, em grande medida, na falta de controle sobre as atividades de agentes financeiros. Por muitos anos especuladores tiveram lucros excessivos, investindo o dinheiro que não tinham em negócios mirabolantes. Todos estamos pagando por essa aventura. Esse sistema ruiu como um castelo de cartas e com ele veio abaixo a fé dogmática no princípio da não intervenção do Estado na economia. Muitos dos que antes abominavam um maior papel do Estado na economia passaram a pedir desesperadamente sua ajuda.